Foto: iStockMinistério Público investiga alegadas interferências na arbitragem portuguesa
Suspeitas de interferência e irregularidades na nomeação de árbitros no futebol nacional
O Ministério Público confirmou a abertura de um inquérito-crime para investigar suspeitas de interferência e irregularidades na nomeação de árbitros no futebol nacional. O processo corre termos no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), tendo tido origem numa denúncia recebida pelas autoridades. Nas diligências em curso, os procuradores são coadjuvados pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ).
A investigação penal teve início após a entrega de uma participação detalhada com cerca de 20 páginas à PJ. O documento inclui áudios, capturas de ecrã de mensagens da aplicação WhatsApp e registos de chamadas telefónicas. Os elementos apresentados apontam para fugas de informação relativas à identidade dos juízes nomeados para os encontros antes de a listagem ser comunicada de forma oficial pelo Conselho de Arbitragem.
O foco das autoridades de coordenação policial centra-se em alegados contactos entre responsáveis do setor da arbitragem e dirigentes desportivos. O objeto da investigação criminal incide, especificamente, sobre um conjunto de partidas disputadas pelo Estrela da Amadora durante a reta final do campeonato.
Este processo surge na sequência da demissão de Duarte Gomes do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), formalizada no final do passado mês de junho. O Conselho de Justiça da FPF chegou a instaurar um procedimento disciplinar interno sobre a matéria, mas acabou por determinar o seu arquivamento, transitando a totalidade dos factos para a justiça civil.


