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Futebol

Alegada amante de Infantino terá recebido muito dinheiro da UEFA após o fim da relação

Mais um caso a envolver o Presidente da FIFA que na altura dos alegados acontecimentos exercia funções na UEFA

Por Cabine Desportiva · Há 1 dia

A UEFA confirmou ter efetuado um pagamento de saída a uma mulher que, segundo uma investigação do The Telegraph, manteve uma alegada relação fora do casamento com Gianni Infantino durante o período em que o atual presidente da FIFA era secretário-geral do organismo europeu.

Durante a investigação, o jornal britânico falou com várias pessoas que terão conhecimento da alegada relação. Segundo uma fonte descrita como próxima do caso, a situação terá colocado a carreira de Infantino em risco e levado elementos da UEFA a pressionar o então presidente Michel Platini para que tomasse medidas contra o atual líder da FIFA.

“Ele cometeu um erro enorme e isso quase lhe custou a carreira. As pessoas [dentro da UEFA] diziam a Platini: ‘Tens de despedi-lo’”, afirmou uma das fontes ao The Telegraph.

Outra fonte relatou que Platini terá confrontado Infantino e colocado a situação nos seguintes termos: “Ela ou tu?”. De acordo com esse relato, Infantino terá respondido que “ela vai sair”, tendo a mulher posteriormente deixado a UEFA.

Múltiplas fontes ouvidas pelo jornal britânico afirmam que Platini terá dito a Infantino que um dos dois teria de abandonar a organização. Na altura, Infantino ocupava o cargo de secretário-geral da UEFA, enquanto Platini era presidente do organismo.

Segundo o The Telegraph, antes da sua saída, a mulher terá sido promovida por Infantino, recebendo um aumento salarial de 30 por cento e passando a auferir cerca de 160 mil francos suíços por ano, aproximadamente 147 mil libras.

A rápida progressão profissional terá levantado questões entre colegas da UEFA, nomeadamente sobre a possibilidade de Infantino estar a utilizar a sua posição para beneficiar a funcionária. Naquele período, o atual presidente da FIFA estava ligado à gestão de uma organização que supervisionava o futebol em 53 países e gerava receitas na ordem dos 1,2 mil milhões de libras.

Depois da saída da mulher, a UEFA terá efetuado um pagamento de saída. O organismo confirmou ao The Telegraph que fez esse pagamento e que suportou também as despesas de um curso de MBA frequentado pela antiga funcionária numa escola de negócios local.

“Estamos cientes das alegações e podemos confirmar que foi efetuado um pagamento de saída à pessoa em questão, juntamente com o pagamento das propinas de um curso de MBA numa escola de negócios local. O pagamento estava de acordo com os regulamentos que existiam para os funcionários que deixavam a organização na altura”, afirmou um porta-voz da UEFA.

O organismo acrescentou que as regras foram entretanto alteradas. “Esses regulamentos foram tornados mais rigorosos desde 2016 e os atuais regulamentos relativos aos funcionários, que se aplicam a todos os trabalhadores da UEFA, independentemente do nível, refletem os de uma organização moderna e de grande projeção”, explicou.

Infantino conheceu a atual mulher, Leena Al Ashqar, através do futebol. A libanesa trabalhava na Federação Libanesa de Futebol quando os dois se conheceram. Casaram-se em 2001 e têm quatro filhas.

As revelações surgem numa altura de crescente contestação em torno da liderança de Infantino na FIFA, que assumiu a presidência do organismo em 2016, depois de vários anos como secretário-geral da UEFA.

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